Prefeito de Iguaracy diz não ter sido convidado para agenda de Raquel Lyra em Custódia

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves (PSD), informou ao blogueiro Júnior Finfa que não recebeu convite nem qualquer contato para participar da agenda da governadora Raquel Lyra no município de Custódia, no Sertão de Pernambuco.

Iguaracy e Custódia são municípios vizinhos, interligados pela PE-310. Questionado sobre a ausência, o gestor afirmou: “Como vou para um evento sem ser convidado?”.

Na agenda, estiveram presentes o ex-prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, e o vice-prefeito, Marquinhos Melo, conforme publicações feitas por ambos em suas redes sociais.

A responsabilidade pelos convites institucionais é da Casa Civil do Governo do Estado, comandada no Recife por Túlio Vilaça. No Sertão do Pajeú, a articulação regional é conduzida pelo gerente de Articulação Regional, o advogado e ex-vereador Edson Henrique, que sucedeu Mário Viana Filho na função.

Prefeito e vice de Custódia têm mandatos cassados pelo TRE-PE

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) decidiu, por maioria, manter a cassação dos mandatos do prefeito de Custódia, Messias do DNOCS, e da vice-prefeita Anne Lira, eleitos em 2024. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16), seguindo o voto da relatora, desembargadora eleitoral Roberta Viana Jardim.

O julgamento do Recurso Eleitoral nº 0600192-60.2024.6.17.0065, oriundo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), reconheceu a prática de abuso de poder político e econômico. De acordo com a Corte, houve contratações irregulares de servidores temporários em ano eleitoral e pagamentos atípicos às vésperas do pleito, utilizados para financiamento de militância e compra de votos, comprometendo a legitimidade da eleição.

O TRE-PE manteve a cassação dos diplomas do prefeito e da vice por terem sido beneficiários das práticas ilícitas. No entanto, afastou a penalidade de inelegibilidade de ambos por ausência de provas de participação direta nos atos. Já o ex-prefeito Manuca Fernandes teve a inelegibilidade mantida por oito anos, contados a partir de 2024.

Apesar de ainda caber recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão possui efeito imediato.

Com isso, o presidente da Câmara Municipal de Custódia, Alysson de Yolanda, deverá assumir interinamente o comando do Executivo municipal, e novas eleições serão convocadas.