Conflito atinge escalada perigosa com dezenas de mortos, danos nucleares e risco de guerra regional
Tel Aviv, 15 de junho de 2025 — O Irã lançou uma nova onda de mísseis contra Israel neste domingo (15), atingindo áreas residenciais e estratégicas, em resposta aos bombardeios israelenses a alvos nucleares e militares iranianos iniciados na sexta-feira (13). Sirenes de alerta soaram em Tel Aviv, Jerusalém e no norte de Israel, enquanto civis corriam para abrigos. O conflito, que já deixou 13 mortos em Israel e pelo menos 138 no Irã, ameaça desestabilizar o Oriente Médio e impactar mercados globais.

Pelo menos 10 pessoas morreram nos ataques deste domingo, elevando o total de mortos no país para 13 desde sexta-feira. Entre as vítimas estão duas crianças atingidas por um míssil em um prédio residencial próximo a Tel Aviv. Feridos somam 180, e sete pessoas seguem desaparecidas.
Bat Yam (cidade vizinha a Tel Aviv) e Tamra (norte de Israel) registraram os ataques mais letais, com edifícios destruídos e ruas tomadas por escombros. Equipes de resgate usam drones e cães farejadores para buscar sobreviventes.
O Irã disparou centenas de mísseis balísticos, incluindo projéteis de longo alcance que furaram o sistema de defesa israelense Domo de Ferro. Alvos incluíram instalações energéticas, como a refinaria de Haifa, e bases militares.
A mídia estatal iraniana afirmou que a operação visa “desmantelar a capacidade de Israel de cometer genocídio”.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram 80 alvos no Irã, incluindo o Ministério da Defesa em Teerã, o maior campo de gás natural do mundo (South Pars) e depósitos de petróleo. Um incêndio de grandes proporções atingiu um complexo de combustíveis no norte de Teerã.
Israel também eliminou o chefe do programa de mísseis da Guarda Revolucionária e sete assessores, em ataques aéreos em Teerã.

Bombardeios israelenses destruíram infraestruturas críticas em Natanz (principal centro de enriquecimento de urânio) e Isfahan, incluindo laboratórios e usinas de reconversão de urânio. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou danos acima do solo em Natanz, mas sem vazamento radioativo. Especialistas estimam que o Irã levará “semanas ou meses” para reparar os estragos.
Israel possui tecnologia superior (caças F-35 e sistemas de defesa como Domo de Ferro), enquanto o Irã conta com quantidade maior de mísseis (como o Kheibar) e veículos de lançamento. O orçamento militar iraniano (US$ 44 bilhões) mais que dobra o de Israel (US$ 19,4 bilhões).
Negociações sobre o programa nuclear iraniano foram canceladas após os ataques. O Irã acusa os EUA de cumplicidade, enquanto Israel defende sua ação como “autodefesa”.
EUA: Donald Trump apoia Israel, mas nega envolvimento direto. Alertou o Irã para não atacar alvos americanos.
– Rússia e China: Condenaram Israel e ofereceram mediação. A Rússia qualificou os ataques como “violação da Carta da ONU”.
– Europa: Alemanha, França e Reino Unido propõem diálogo para conter a escalada.
A escalada entre Irã e Israel marca um ponto de inflexão no Oriente Médio. Com danos nucleares, civis mortos e ameaças de retaliação ampliada, a comunidade internacional enfrenta o desafio de frear uma guerra aberta. Enquanto líderes globais pedem moderação, a população dos dois lados vive sob sirenes e escombros – um cenário que, sem diálogo urgente, pode mergulhar a região em um conflito de proporções catastróficas.
Fontes: AP, DW, G1, Veja, CNN Brasil, O Globo, The New Indian Express (15/06/2025).