Nem só de política vive o Diário do Pajeú

Há algumas horas, a NASA divulgou um daqueles registros que fazem a gente parar por um instante e simplesmente observar.

Um astronauta capturou, direto do espaço, o chamado “Earthset” — o momento em que a Terra desaparece no horizonte, assim como o pôr do sol que vemos da praia, mas sob uma perspectiva completamente fora do comum: do cosmos.

O registro foi feito com um celular, sem cortes e com zoom de 8x, o que se aproxima bastante da visão humana. Ao fundo, ainda é possível ouvir o clique de uma câmera profissional registrando o mesmo momento com precisão técnica.

Enquanto aqui embaixo a rotina segue acelerada, lá em cima a cena é silenciosa, quase poética: a Terra “se pondo” como se fosse um astro qualquer.

Às vezes, tudo o que a gente precisa é disso — um outro ângulo.

Trump afirma em rede social que EUA realizaram ataque à Venezuela e capturaram Nicolás Maduro

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, publicou em seu perfil oficial no Instagram, nesta [data], uma declaração em que afirma que os Estados Unidos teriam realizado um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.

Segundo Trump, a operação teria sido conduzida em conjunto com forças de segurança e órgãos de aplicação da lei dos Estados Unidos, e o casal presidencial venezuelano teria sido retirado do país por via aérea. Na publicação, o ex-presidente também informou que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa marcada para as 11h, em Mar-a-Lago, na Flórida.

A declaração, feita diretamente nas redes sociais de Trump, ainda não foi confirmada por autoridades venezuelanas, pelo governo dos Estados Unidos, nem por organismos internacionais ou grandes agências de notícias. O conteúdo provocou forte repercussão mundial, dada a gravidade das afirmações e o impacto geopolítico que uma ação dessa magnitude poderia representar.

O Diário do Pajeú acompanha o caso com atenção e reforça que novas informações serão divulgadas à medida que houver confirmações oficiais e apuração por fontes independentes.

📌 Matéria em atualização.

Maduro afirma que “ninguém derrotará a Venezuela” em meio à tensão com os EUA no Caribe

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (24) que “ninguém conseguirá derrotar a Venezuela”. A declaração foi feita durante a transmissão de seu programa semanal, em um momento marcado por novas movimentações militares dos Estados Unidos no sul do Caribe, próximas à costa venezuelana.

Maduro reforçou que o país está preparado para qualquer cenário:

“Não importa o que façam, como façam ou onde façam, não conseguirão derrotar a Venezuela. Somos invencíveis. Eles não conseguiram fazer isso, nem jamais conseguirão. Estamos armados para garantir o sonho de Bolívar: a paz. A paz será nossa vitória.”

Crise militar desde setembro

Venezuela e Estados Unidos vivem um período de tensão desde setembro, quando Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, em áreas próximas às costas da Venezuela e da Colômbia. O governo norte-americano, à época presidido por Donald Trump, acusa cartéis latino-americanos de usarem rotas marítimas para levar drogas ao território dos EUA.

A movimentação acendeu o alerta em Caracas. Maduro ordenou a mobilização de militares e milicianos para reforçar o patrulhamento fronteiriço, temendo que a operação naval norte-americana possa servir de pretexto para uma ofensiva destinada a forçar uma mudança de regime — hipótese que deixaria o país à beira de um conflito.

📸 Reprodução

Rodrigo Paz assume Presidência da Bolívia e encerra ciclo de 20 anos da esquerda no país

Novo presidente enfrenta a pior crise econômica em quatro décadas e promete “capitalismo para todos”, com cortes nos subsídios e incentivo à formalização da economia

O centro-direitista Rodrigo Paz tomou posse neste sábado (8) como novo presidente da Bolívia, encerrando um ciclo de 20 anos de governos de esquerda liderados por Evo Morales e Luis Arce.

A sucessão ocorre em meio à pior crise econômica boliviana em quatro décadas, marcada pela escassez de dólares, falta de combustíveis e inflação acumulada de 19% até outubro, após atingir 25% em julho.

Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989–1993), Rodrigo Paz, de 58 anos, foi recebido com aplausos no Palácio Legislativo, em La Paz, durante a cerimônia acompanhada por delegações internacionais. A região central da capital foi isolada por forte esquema policial, enquanto uma chuva intensa marcava os atos oficiais.

Crise e promessas de mudança

Paz, eleito pelo Partido Democrata Cristão (PDC), assume um país com as reservas cambiais quase esgotadas, após o governo Arce sustentar por anos uma política de subsídios universais à gasolina e ao diesel.

O novo presidente prometeu reduzir pela metade os subsídios aos combustíveis e implementar um programa de “capitalismo para todos”, voltado à formalização da economia, à eliminação de entraves burocráticos e à redução de impostos.

Mais de 50 delegações internacionais participaram da cerimônia, incluindo representantes dos Estados Unidos, Chile, Argentina e Uruguai. Entre os presentes estavam o vice-chanceler norte-americano Christopher Landau e os presidentes Gabriel Boric, Javier Milei e Yamandú Orsi.

Fim de uma era e racha na esquerda

A posse de Paz simboliza o fim da era iniciada por Evo Morales em 2006 e encerrada por seu sucessor e agora desafeto Luis Arce. O partido MAS (Movimento ao Socialismo), fundado por Morales, comandou o país durante um período de crescimento impulsionado pela nacionalização do gás, seguido de um colapso na produção do recurso.

Hoje, a Bolívia enfrenta filas por combustível e alimentos subsidiados, reflexo da crise que atinge seus 11,3 milhões de habitantes.

Fora da disputa eleitoral, Evo Morales pediu voto nulo e afirmou que “ambos representam apenas um punhado de pessoas, não o movimento popular nem o indígena”.

Diálogo com o Brasil

Durante a campanha, Rodrigo Paz defendeu reduzir a polarização política e sinalizou disposição para dialogar com o governo Lula, mesmo se posicionando contra as políticas de Morales, aliado histórico do presidente brasileiro.

“O Brasil é nosso principal parceiro estratégico”, declarou Paz, reafirmando o compromisso de fortalecer a cooperação bilateral, manter a Bolívia no Mercosul e no Brics, e ampliar projetos de infraestrutura e integração econômica com o país vizinho.

Lula e Trump concedem entrevista antes de reunião sobre tarifaço dos EUA a produtos brasileiros

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, concederam entrevista a jornalistas neste domingo (26), momentos antes da reunião que discutiu o tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros.

Durante a coletiva, Trump foi questionado sobre o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o que gerou reações de Lula diante dos repórteres.

O encontro ocorreu em meio a tensões comerciais entre os dois países e à expectativa de negociações sobre possíveis ajustes nas tarifas aplicadas a produtos nacionais.

Irã Intensifica Ataques a Israel com Novos Mísseis; Sirenes Soam em Tel Aviv e Regiões

Conflito atinge escalada perigosa com dezenas de mortos, danos nucleares e risco de guerra regional

Tel Aviv, 15 de junho de 2025 — O Irã lançou uma nova onda de mísseis contra Israel neste domingo (15), atingindo áreas residenciais e estratégicas, em resposta aos bombardeios israelenses a alvos nucleares e militares iranianos iniciados na sexta-feira (13). Sirenes de alerta soaram em Tel Aviv, Jerusalém e no norte de Israel, enquanto civis corriam para abrigos. O conflito, que já deixou 13 mortos em Israel e pelo menos 138 no Irã, ameaça desestabilizar o Oriente Médio e impactar mercados globais.

Pelo menos 10 pessoas morreram nos ataques deste domingo, elevando o total de mortos no país para 13 desde sexta-feira. Entre as vítimas estão duas crianças atingidas por um míssil em um prédio residencial próximo a Tel Aviv. Feridos somam 180, e sete pessoas seguem desaparecidas.

Bat Yam (cidade vizinha a Tel Aviv) e Tamra (norte de Israel) registraram os ataques mais letais, com edifícios destruídos e ruas tomadas por escombros. Equipes de resgate usam drones e cães farejadores para buscar sobreviventes.

O Irã disparou centenas de mísseis balísticos, incluindo projéteis de longo alcance que furaram o sistema de defesa israelense Domo de Ferro. Alvos incluíram instalações energéticas, como a refinaria de Haifa, e bases militares.

A mídia estatal iraniana afirmou que a operação visa “desmantelar a capacidade de Israel de cometer genocídio”.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram 80 alvos no Irã, incluindo o Ministério da Defesa em Teerã, o maior campo de gás natural do mundo (South Pars) e depósitos de petróleo. Um incêndio de grandes proporções atingiu um complexo de combustíveis no norte de Teerã.

Israel também eliminou o chefe do programa de mísseis da Guarda Revolucionária e sete assessores, em ataques aéreos em Teerã.

Bombardeios israelenses destruíram infraestruturas críticas em Natanz (principal centro de enriquecimento de urânio) e Isfahan, incluindo laboratórios e usinas de reconversão de urânio. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou danos acima do solo em Natanz, mas sem vazamento radioativo. Especialistas estimam que o Irã levará “semanas ou meses” para reparar os estragos.

Israel possui tecnologia superior (caças F-35 e sistemas de defesa como Domo de Ferro), enquanto o Irã conta com quantidade maior de mísseis (como o Kheibar) e veículos de lançamento. O orçamento militar iraniano (US$ 44 bilhões) mais que dobra o de Israel (US$ 19,4 bilhões).

Negociações sobre o programa nuclear iraniano foram canceladas após os ataques. O Irã acusa os EUA de cumplicidade, enquanto Israel defende sua ação como “autodefesa”.

EUA: Donald Trump apoia Israel, mas nega envolvimento direto. Alertou o Irã para não atacar alvos americanos.

– Rússia e China: Condenaram Israel e ofereceram mediação. A Rússia qualificou os ataques como “violação da Carta da ONU”.

– Europa: Alemanha, França e Reino Unido propõem diálogo para conter a escalada.

A escalada entre Irã e Israel marca um ponto de inflexão no Oriente Médio. Com danos nucleares, civis mortos e ameaças de retaliação ampliada, a comunidade internacional enfrenta o desafio de frear uma guerra aberta. Enquanto líderes globais pedem moderação, a população dos dois lados vive sob sirenes e escombros – um cenário que, sem diálogo urgente, pode mergulhar a região em um conflito de proporções catastróficas.

Fontes: AP, DW, G1, Veja, CNN Brasil, O Globo, The New Indian Express (15/06/2025).

Gilmar Mendes defende STF após ameaça de sanção dos EUA a Moraes

Os EUA ameaçaram sancionar o ministro do STF Alexandre de Moraes usando a Lei Magnitsky, acusando-o de “censura” em casos como bloqueios no X (Twitter). Marco Rubio, secretário de Estado, confirmou a possibilidade.

A Defesa de Gilmar:

Sem citar nomes, o ministro do STF rebateu:

“Interferência externa é inadmissível!”

“Regular redes sociais é proteger a democracia.”

“Soberania jurídica do Brasil não se negocia.”

PT e aliados: Chamaram de “conspiração vergonhosa” entre Bolsonaro e extrema-direita americana.

OAB: Condenou as declarações dos EUA como violação à soberania.

Se aplicadas, as sanções bloqueariam bens de Moraes nos EUA e vetariam sua entrada no país.

Enquanto os EUA falam em “liberdade”, o STF ressalta o combate a extremismos e fake news. Onde termina a soberania e começam os direitos humanos?