Filme sobre as escolas radiofînicas é filmado no Sertão do Pajeú

“Aquilo que a Memória Amou 2” tem direção da pesquisadora Silmara Marques e aborda o poder transformador das escolas radiofônicas e sua perseguição pela ditadura militar; afogadenses como Uilma Queiroz, Isabella Lumara e Richard Soares integram a equipe técnica do curta, que será lançado em dezembro no Histórico Cine São José

A Lei Paulo Gustavo vai dar mais um grande filme ao público brasileiro. Na primeira semana de setembro, começou a ser gravado no Sertão Pernambucano o curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2”, da diretora pajeuzeira Silmara Marques. Parte das gravações, que se encerram dia 9/9, também foram feitas em Bela Cruz (CE) e Recife (PE).

Através do projeto financiado pela LPG PE de audiovisual, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, a equipe do curta percorreu diversos municípios do Pajeú para recriar o caminho que as ondas de rádio que fizeram para levar letramento a comunidades rurais na década de 1960.

As escolas radiofônicas na região do Pajeú foram oferecidas numa mobilização da Rádio Pajeú, uma das emissoras mais antigas do interior de Pernambuco. Mas são iniciativa do Movimento de Educação de Base (MEB), criado em 1961 por anseio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Elas tiveram um papel muito importante no Sertão do Pajeú, pelas ondas do rádio, a educação chegava às comunidades rurais mais distantes, levando não apenas o aprendizado da leitura e da escrita, mas também esperança, conhecimento e novas possibilidades”, destaca Silmara.

“Assim, ajudaram a transformar a vida das pessoas, fortalecendo a união, a participação e a consciência política nas comunidades rurais, contribuindo para tornar o Sertão do Pajeú uma região mais organizada e politizada do Estado de Pernambuco”, reforça a pesquisadora.

Dezenas de entrevistas foram realizadas, além da captação de imagens que recriam a atmosfera revolucionária das escolas radiofônicas. “Enquanto ferramenta de aprendizado e memória, um filme sobre as escolas é fundamental para a cidadania porque a perseguição e censura a elas pelo golpe de 164 condenou gerações ao analfabetismo. Precisamos refletir isso até hoje e nunca esquecer”, reflete o produtor executivo do projeto, o jornalista Leonardo Lemos.

CINEMA AFOGADENSE

Boa parte da equipe do curta é composta por Afogadenses. Além de Silmara Marques, o professor Adeilton Rodrigues também assina a pesquisa; enquanto Uilma Queiroz é consultora de roteiro e auxiliar de direção. Já a produção do filme possui na equipe o jornalista Leonardo Lemos como produtor executivo e a multiartista Isabella Lumara como produção, além da discente da FASP Geovana Lima como auxiliar de pesquisa e colaboração de Alexsandro Acioly. Richard Soares, premiado técnico de som, fez das captações sonoras. Josivan Veras foi o motorista.

Somam-se à equipe local do projeto a equipe da Caldo de Cana Filmes, Iberê Melo Barreto na direção de fotografia e Okoye Ribeiro Martins na assistência de fotografia, o Still Ângelo Freire; além de Alexandreh na pós de som.

O filme será lançado em dezembro, em evento a ser definido, no histórico Cine São José. Acompanhe as novidades no instagram @aquiloqueamemoriaamou

Crédito: Leonardo Lemos e Ângelo Freire

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