Campanha de João Campos aciona TRE-PE após vídeo registrar instalação de material contra candidato

Frente Popular pede investigação para identificar envolvidos e apurar possível estrutura por trás de ataques durante a disputa eleitoral em Pernambuco

A campanha de João Campos (PSB) acionou, nesta quarta-feira (2), a Justiça Eleitoral de Pernambuco para pedir a investigação de um vídeo que registra a instalação de cartazes com conteúdo negativo contra o candidato ao Governo do Estado.

O material, captado por uma câmera de videomonitoramento há mais de um mês na região central do Recife, mostra quatro pessoas envolvidas na colocação dos cartazes. As imagens foram apresentadas pela Frente Popular de Pernambuco e anexadas a uma ação que já tramita na Justiça Eleitoral.

Segundo a coligação, a intenção é identificar os responsáveis pela instalação do material e, a partir disso, esclarecer quem estaria por trás da organização e do eventual financiamento da ação.

A representação também solicita ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) a realização de diligências técnicas e o apoio da Polícia Federal para verificar se existe uma estrutura organizada relacionada aos episódios de ataques que vêm sendo registrados durante o período eleitoral.

A iniciativa ocorre em meio a uma disputa marcada por acusações entre os grupos políticos de João Campos e da governadora Raquel Lyra (PSD), que também é candidata à reeleição.

Campanha busca identificar origem dos ataques

Na avaliação da Frente Popular, a identificação das pessoas que aparecem nas imagens pode ajudar a esclarecer não apenas quem executou a ação, mas também a possível cadeia de organização e financiamento por trás da distribuição do material.

O pedido apresentado à Justiça Eleitoral busca justamente avançar na apuração da origem dos ataques e verificar se há conexão entre diferentes episódios registrados durante a campanha.

A campanha de João Campos já havia recorrido anteriormente ao TRE-PE alegando a existência de uma rede coordenada para disseminação de conteúdos negativos contra o candidato nas redes sociais.

Em agosto, a equipe jurídica do socialista afirmou ter identificado perfis pessoais, páginas de notícias locais e outros perfis que, segundo a campanha, estariam envolvidos na disseminação de conteúdos contra João Campos. Na ocasião, a Frente Popular também pediu a preservação de dados junto às plataformas digitais para auxiliar eventuais investigações.

Disputa judicial se intensifica

O novo pedido ocorre poucos dias depois de outra decisão do TRE-PE envolvendo conteúdos relacionados à disputa entre João Campos e Raquel Lyra.

No último domingo (30), a Justiça Eleitoral determinou a retirada de publicações que atribuíam ao grupo de João Campos a produção ou distribuição de panfletos apócrifos com ataques à governadora. O relator considerou, em análise preliminar, que não havia elementos suficientes para sustentar aquela atribuição de autoria.

A decisão, no entanto, não impede que críticas políticas ou pedidos de investigação sejam feitos. O entendimento foi de que não deveria ser mantida a atribuição específica de autoria dos panfletos sem suporte probatório.

Agora, a campanha de João Campos busca justamente avançar na identificação dos responsáveis por outro episódio, utilizando as imagens de videomonitoramento como elemento para a investigação.

O caso deverá continuar sob análise da Justiça Eleitoral.

FONTE: VEJA

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